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Songy

ABADÁ CAPOEIRA        ABADA CAPOEIRA.pdf
Autor : Baianinho / Lagartão

Em noite de lua cheia
Sinto o corpo arrepiar
Vejo o covento da Penha
E também a beira mar
Vejo a Ilha de Vitoria
De tudo quanto é lugar
Também vejo a capoeira
A roda vai começar
Meu coração está batendo
Com vontade de jogar
E que sou capoeirista
Sou do grupo Abadá

Abadá Abadá Capoeira Abadá
Abadá Abadá Capoeira Abadá
Lêlêlê lêlêlê lêlêlê lalalala

Lêlêlê lêlêlê lêlêlê lalalala

ABADÁ ME LEVA        ABADA ME LEVA .pdf
Autor: Charm

Eu levo Abadá
A Abadá que leva eu
Pra qualquer parte do mundo
Abadá que leva eu


Eu nasci nesta arte
E dela nunca vou sair
Abadá-Capoeira
É destino que vou seguir

A água saiu da fonte
Percorrendo o mundo inteiro
Abadá-Capoeira
Nasceu no Rio de Janeiro

Um sonho de criança
Conseguiu realizar
Com muito fundamento
Foi fundada a Abadá

São 27 estados
E cinco continentes
Abadá-Capoeira
Está no mundo presente

ALÉM-MAR        ALEM-MAR.pdf
Autor: Caxias (SP)

Além-Mar, Além-Mar
O negro sofrendo de banzo queria voltar
 

Seus braços que já foram fortes
Não tem mais forças para trabalhar
Se forças ainda tivessem
Nadavam de volta pra lá

Trabalhou na plantação
Na mineração e pastoreio
Viu seu irmão comendo terra
Por não suportar o cativeiro

Pediu ao seu senhor
Um ato de bem-feitoria
Tantos anos de trabalho
E lhe foi negada a carta de alforria

Ganhou a sua liberdade
Quando decidiu fugir
Embrenhou na capoeira
Foi para Quilombo de Zumbi

BALANÇA O CORPO        BALANCA O CORPO.pdf
Autor: Pelezinho -GO

Balança o corpo sinhá
Balança o corpo sinhô
Põe mandinga no jogo iáiá
Põe mandinga no jogo ióiô


Berimbau tá tocando benguela
Tá chamando você pra jogar
Tá tocando com fundamento
Faz a roda se encorporar

Na vida se leva rasteira
Mas tem que saber levantar
Capoeira que é bamba não cai
Levanta e volta jogar

A roda tem que ter dendê
E energia não pode faltar
O meu corpo vive de energia
Que me aquece e me faz respirar

CANAVIAL        CANAVIAL.pdf
Autor: Pretinho -RJ

Ê meu canaviê, ê meu canaviá
Lugar que eu corto cana
E toco meu berimbau


Se da cana faz açúcar
Se a abelha faz o mel
Se da uva faz o vinho
Da palha eu faço chapéu

A terra de Seu Traíra
Aberrê e Mucungê
De onde vem Mestre Camisa
Você tem que conhecer

Se da cana faz garapa
Da biriba o berimbau
Se Pastinha me lembra Angola
Bimba me lembra a regional

Na fazenda do engenho
Tem história pra contar
Negro ia cortar cana
Antes o dia clarear


CAPOEIRA ABADÁ        CAPOEIRA ABADA.pdf
Autores: Lampréia e Macaco -BA
Cantador: Mestre Camisa


Vou lhe dizer o que me alegra
Numa roda de Capoeira
Quando eu começo a tocar
Três berimbaus
Gunga, médio e uma viola
Atabaque e o pandeiro
E dois cabras pra jogar

Capoeira Abadá

Vou jogando Capoeira
Até o dia clarear

Se você é Capoeira
Nunca pare de treinar

Cante um corrido
Um coro bem respondido
Uma energia imensa
Que parado não vai dar

De Segunda a Sexta-feira
Tem roda no Humaitá

Capoeira que é bamba
Joga em qualquer lugar

Um jogo duro
Uma armada e uma ponteira
Meia-lua e uma rasteira
Continue a jogar

Se você é Capoeira
Nunca deixe de treinar

Joga em cima
Joga embaixo
No que o berimbau mandar
 

 


CONTADOR DE ESTRELAS        CONTADOR DE ESTRELAS.pdf
Autor: Esquilo -DF

Contando as estrelas do céu, do céu, do céu
eu reví o meu destino
Cada estrela era um passo meu para buscar
o meu sonho de menino


Pois quando eu era menino
sonhava em ter um abadá
uma corda pra pôr na cintura, segura
e um berimbau pra tocar.

Eu vêjo o tempo passando
e sigo com a minha peleja
Um dia se Deus quiser vou ao Rio de Janeiro
buscar minha corda vermelha

Eu posso ser um sonhador, ô ô ô ô
e ter muita imaginação
mas tocando o meu berimbau
com a força da capoeira terei os meus sonhos na mão

Pra realizar os meus sonhos
eu não posso esmorecer
Vou tocar o meu berimbau
e vou lutar pra vencer

Meu sonho é ser bom capoeira
por isso não perco a esperança
Pois sei que vou realizar, um dia
o meu sonho de criança


DEDICAÇÃO        DEDICACAO.pdf
Autor: Perninha -RJ

É laela, lele ô
É laela, lele ô


Se água no meio de deserto
E que todos querem encontrar
Deixa o berimbau tocar na roda
Pra dentro do peito ecoar

Escravo perdido na floresta
Vira o caçador de capataz
Todo o capoeira que não treina
Com o tempo vai ficar pra trás

Estrela que brilha lá no céu
Pode hoje não mais existir
Capoeira sem dedicação
Seu caminho não vai construir

Se um barco é meu fundamento
Navegando nas ondas do mar
Vou em busca de conhecimento
Para em terra firme chegar

De que serve a ave mais veloz
Sem querer aprender a voar

É igual a capoeira de talento
Que não tem vontade de treinar

Nem sempre bom exemplo vem de cima
Também pode vir de outro lugar


DO JEITO QUE BIMBA GOSTA        DO JEITO QUE BIMBA GOSTA.pdf
Autores: Meio Quilo, Boa Voz
Cantador: Boa Voz -RJ


Do jeito que Bimba gosta
Do jeito que Bimba quer
Na roda que só tem bamba
Ninguém vai parar o pé


Antigamente o aviso
Lê lê lê lê lê ô
Era pra avisar todo o mundo
Que a turma de Bimba chegou

Na roda que joga bamba
Se aluno quiser jogar
Tem que ter os fundamentos
Da capoeira ABADÁ

Preste atenção menino
Que o mestre vai lhe falar
Nesse jogo de São Bento
Vai tratando de esquivar

Esse é um jogo ligeiro
Cuidado para não errar
O golpe que vem no tempo
E o contra-ataque é pra pegar

Vai aprendendo menino
que eu vou lhe falar
Na academia de Bimba
Era pega pra capar


DOENÇA DE CAPOEIRA        DOENCA DE CAPOEIRA.pdf
Autor: Pretinho -RJ

Me ajuda por favor
Que estou passando mal
Estou com capoeira
E febre de berimbau


Estou com capoeira
Se quiser venha pegar
Mas não me dê remedio
Que eu não quero melhorar 

A minha cabeça é roda
Minha boca quer cantar
Minha mão já bate palma
O meu pé já quer jogar 

Estou com capoeira
E febre de berimbau
Já até estou delirando
Com jogo da Regional 

Já sei qual é remedio
Que eu vou tomar
É treino e muita aula
Com Mestre no humaitá


EU CONHEÇO LUANDA        EU CONHECO LUANDA.pdf
Autor: Mestrando Charm

Ê ê ê Luanda
Ê ê ê Luandê


Eu passava em uma feira
Quando uma velha me chamou
No braço dela uma estátua
De um velho pensador

O símbolo de Angola
Todos carregam no peito
Ai daquele ou daquela
Que faltar com respeito

Se Luanda fosse perto 
Todos os dias eu estaria lá
Mas como é um pouco longe
Uma vez por ano eu ir até lá

Você nunca viu Luanda
Mas pretender conhecer
Eu que conheço bem
Só de lembrar, me faz viver 


Ê LÁ VOU        E LA VOU.pdf
Autor: Goma -GO

Ê lá vou eu, vou atrás do berimbau
Ê lá vou eu, capoeira me chamou
Ê lá vou eu, ê lá vou eu


O gunga chama o médio vem afirmar
Viol vira faz o corpo arrepiar
Aos pés do gunga eu me preparo pra jogar

Eu não sou daqui, eu sou de outro lugar
Com consciência sei onde posso chegar
Os conselhos do mestre eu sempre vou me lembrar

Se o fogo queima e a água quer molhar
Se a noite é fria vem o sol pra esquentar
Sabedoria o tempo vai me ensinar

Vou num caminho que não sei onde vai dar
Dificuldades sei que posso encontrar
Tenho certeza de que um dia vou voltar 

 


Ê LUANDA        E LUANDA.pdf
Autor/Cantador: Tucano Preto -SP

Ê Luanda
Ê Luandê 


Luta de pescador
É chamada Bassúla
Luta de mão aberta
É chamada Cambangula

Berimbau na capoeira
Lá é chamado de Ungo
Ou urugungo
Que é a sua maneira de dizer

Lá se fala Kimbundo
Lá se fala Kigongo
Os Angolanos
Cantam e falam em Português


GUERREIRO CAPOEIRA        GUERREIRO CAPOEIRA.pdf
Autor: Esquilo -DF

Vem ver
guerreiro jogar capoeira na roda, vem ver
guerreiro tocar sua viola


Pra ser capoeira
Tem que ter dendê
Ser forte guerreiro
Lutar pra vencer

No jogo da vida
O bem vence o mal
A arma do guerreiro
é o seu berimbau

A sua armadura
É o seu próprio corpo
que está protegido
quando entra pro jogo

Mesmo estando ferido
Não se dá por vencido
Quando vence na guerra
Envia seu alarido

A vida é uma luta
é uma batalha
Quando eu entro na roda
mandinga não falha


CHAMA SEU BIMBA          CHAMA SEU BIMBA.pdf
Autor: Farinha

Chama Seu Bimba ê
Chama Seu Bimba


Chama Seu Bimba
Junto com o seu berimbau
Para me ensinar sequência
E os toques da regional

Chama Seu Bimba
E também chama Gigante
Que é pra tocar a Benguela
Ou então São Bento grande

Chama Seu Bimba
Já chegou Mestre Camisa
E o toque do gunga avisa
O jogo vai começar

Chama seu Bimba
Venha em forma de energia
Trazendo sua magia
Para a roda abençoar

CHAMADO DE ANGOLA        CHAMADO DE ANGOLA.pdf          
Autor: Boa Voz

Chama eu, chama eu
Chama eu, Angola chama eu
Chama eu, chama eu
Chama eu, Angola chama eu


Numa viagem pra África
O meu mestre esteve lá
Em busca dos fundamentos
Da nossa capoeira

Vi falar do embondeiro
Que faz casa pra morar
Falar dos negros Cuanhama
É uma tribo que tem lá

O dinheiro é o Kwanza
O Quimbundo é pra falar
Capoeira vai crescendo
Bassula pra derrubar

Canta Dionisio Rocha
Diferente no cantar
O povo diz pagimne
Pedindo paz para o lugar

Muchima é coração
que bate forte ao chegar
Parece que diz baixinho
Me leve um pouco pra lá

Cabeçada é quitunga
Luanda é a capital
Atabaque é ningoma
Ungo vira berimbau

Negro nascido na terra
Não pode no chão pisar
Pode ser campo minado
A guerra ainda tá lá

O tempo lá vai rolando
Quem manda em mim é Deus
Quando ele me abençoar
eu vou lá te conhecer
 

 

JOGO MANDINGADO        JOGO MANDINGADO.pdf
Autor: Mestrando Charm

Angola jogo mandingado, angola
Angola jogo embolado, angola


Quem conhece essa arte
Dela nunca afastará
Coisa de sentimento
Que jamais vai acabar

Berimbau vai sussurrando
Está tentando recordar
Os tempos de Seu Pastinha
E de Mestre Waldemar

Se for para o tempo
Ai meu Deus, me volte para trás
Só para ver Mestre João Grande
Quando ainda era rapaz

Quando eu olho para as estrelas
Eu sei que estão em grande altura
Sei que é o conhecimento
Para ficar cuidando delas

Eu vou terminando o verso
Com o berimbau tocando
E relembrando um grande amigo
De nome Paulo dos Anjos


MADEIRA BOA        MADEIRA BOA.pdf
Autor: Mestrando Charm

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata ê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer


Madeira boa é como amizade
É difícil de encontrar
A amizade eu guardo no peito
E da madeira eu faço meu berimbau

A noite vem e eu entro na mata
Lua clareia eu vou procurar
Jequitibá e Maçaranduba
O Guatambú eu devo achar

Se o Mestre Bimba estivesse aqui
Pra me ensinar a escolher madeira
Eu entraria agora na mata
Tirava Ipê e Pau-Pereira

Na lua cheia eu vou colher os frutos
E na minguante eu tiro a madeira
Para fazer o meu berimbau
Para tocar na capoeira

Na velha África se usava o Ungo
Nas grandes festas religiosas
O Mburumbumba em dialeto Umbundo
É o berimbau que conquistou o mundo 


ME LEVA PRA BAHIA          ME LEVA PRA BAHIA.pdf
Autor: Duende -BA
Cantador: Brucutu -RJ


Ê me leva na Bahia
Ê leva na Bahia


Vou conhecer
A Fazenda Estiva
Na terra de Jacobina
O meu mestre veio de lá

Côco mironga
Na Bahia chama dendê
Dá o tempero ao Caruru
E também ao vatapá

A casa de pedra
Que foi cativeiro de escravo
Onde o navio negreiro
Chegava na beira do mar

Lá tem macumba
No pé de iroco velho
Na da casa de Pai Xangô
No axé Opô Afonjá

Minha Bahia
Berço da cultura brasileira
É terra de Mestre Bimba
E também da capoeira
 

 


MULHER NA RODA          MULHER NA RODA.pdf
Autor: Mestrando Charm

Menina vamos jogar
É capoeira
É capoeira
É capoeira


Quando dobro meu joelho
Eu dou iê para a ladainha
Berimbau já vem dizendo
Que a luta vai ser minha

Aprendi a amar a rosa
Por causa de seus espinhos
Se estivesse em meu atalho
Eu não sofria tanto assim

Apesar de veterano
Nessa arte brasileira
Meu coração está esquinado
Como se fosse uma porteira

Até cerca de aroeira
Sempre vaza uma novilha
Meu coração fechado
Só abre para Virgem Marira


NO BALANÇO DO MAR          NO BALANCO DO MAR.pdf
Autor: Esquilo

No balanço do mar ioiô
No balanço do mar iaiá
No balanço do mar ê ê
No balanço do mar


Lá vem o navio negreiro
Trazendo africanos de lá
E aqui em solo Brasileiro
Escravos iam se tornar

No porto eu fui vendido
Para o senhor da Fazenda
Pra plantar e cortar cana
E trabalhar na moenda

Mas sou negro sou valente
E tenho alma guerreira
Vou fugir do cativeiro
Pro meio da capoeira

Eu vou me embrenhar nas matas
As correntes arrebentar
E voltar pra minha terra
Eu vou no balanço do mar


NOITE DA SAUDADE          NOITE DA SAUDADE.pdf
Autor: Zé Baixinho -MG

Hoje a lua não brilhou no céu
Hoje o meu berimbau não tocou
Hoje o meu pandeiro está mudo
Hoje o meu atabaque não falou

Lê lelele lelê
Lê lelele leô


Hoje o meu mestre não veio pra roda
Até que não é de faltar faltou
Hoje nem Bimba nem Seu Pastinha
Veio pôr a bênção em seu jogador

Hoje agachado ao pé do berimbau
Confesso que não senti aquele axé
Hoje a comunidade está mais triste
Sentindo a falta de Antônio Jacaré
   


OLHO VIVO         OLHO VIVO.pdf
Autor: Mestrando Charm

Um olho no peixe e outro no gato

A cobra caninana não dá o bote errado
A cegonha carrega surpresa no papo
O maior ladrão com certeza é o rato
Jacaré na lagoa já comeu seu pato
Macaco quebra o coco e de lá, no cacho
Sucuri no riacho não perde o laço
 


PEITO VAZIO        PEITO VAZIO.pdf
Autor: Charm

Eu sinto um vazio no peito
Berimbau vem me ajudar
Vem, vem, vem
Berimbau vem me ajudar


Eu sinto saudades de um tempo
Que o berimbau me levou
Agora eu levo ele para
os lugares onde eu vou

Existem milhões de estrelas
Mas a minha eu encontrei
Fica no brilho do aço
Do berimbau que eu toquei

Berimbau deu um pulo no tempo
Me encontrou nas profundezas
Me deu toda harmonia
No canto da Capoeira

Pensamento invade o passado
Me deixa acordado pra sempre lembrar
Do jogo da capoeira
Que acalma o meu corpo e me faz respirar


QUANDO O GUNGA ME CHAMA        QUANDO O GUNGA ME CHAMA.pdf
Autor: Falamansa -SP

É quando o gunga me chama que eu vou
É quando o gunga me chama que eu vou jogar


Tudo que o mestre fala procure entender
Eu sei que é bom para mim, é bom pra você
Ele fala do sentimento pra ser capoeira
Que ela te guia, te ensina pra vida inteira

Mas se você me pergunta, eu não sei lhe contar
É uma coisa que vem lá de dentro e não dá pra explicar
Berimbau tocando na roda que dá pra sentir
E só quem é capoeira pode descobrir

O gunga ele quebra na roda com mal energia
O gunga ele chora na roda por quem foi um dia
Berimbau tocando aqui e no mundo inteiro
E pra quem é capoeira é o melhor companheiro

Mas é o toque do gunga que me embala
me faz voltar no tempo nas cantigas
Relembrando as histórias dos mestres antigos
Que pra capoeira dedicaram suas vidas


QUANDO VOLTAR DA BAHIA          QUANDO VOLTAR DA BAHIA.pdf
Autor: Caxias -SP

Quando voltar da Bahia
Traga dendê
Quando voltar da Bahia
Traga dendê


Traga um pouco de dendê
Pois quero comer um vatapá
Traga um pouco de dendê
Para meu atabaque afinar

O dendê é o tempero
Que deixa a luta faceira
Se não tivesse dendê
Não era luta brasileira

Cidade de Salvador
A primeira capital
Quando voltar da Bahia
Quero que traga um berimbau

Mercado modelo
Memória da escravidão
Quero que você me conte
Histórias do velho porão


QUEM PODE EXPLICAR          QUEM PODE EXPLICAR.pdf
Autor: Perninha -RJ

Quem sabe responder
quem pode explicar
vem Berimbau dizer
vem Berimbau mostrar


Meu mestre sempre fala
de ganhar e perder
estando preparando
pro que aparecer

Capoeira nasceu
da dor na escravidão
Hoje é alegria
cultura, educação

E por que Mestre Bimba
não sendo mais rapaz
quis recomeçar a vida
no estado de Goiás

Diz por que Seu Pastinha
não teve outra saída
Tanta dificuldade
no final da sua vida

Será que no passado
puderam imaginar
que hoje a Capoeira
chegaria onde está


RODA DO BARRACÃO          RODA DO BARRACAO.pdf
Autor: Macaco Preto -BA

Vinha de Ilha de Maré
Pelas praias da Ribeira
Pescador Estivador
Para as rodas de capoeira


Seu andar malandriado
No corpo sua proteção
No chapéu uma navalha
E uma estrela de Salomão

Passado de tradição
Uma vida traiçoeira
De oficio artesão
Da arte da capoeira

No peito um sentimento
Saudade do ancestral
Na garganta um lamento
No toque do berimbau

Era Traíra, Najé
Onça Preta, Cabelo Bom
Bráulio Bugalho e
Waldemar da Paixão

Domingo dia de festa
Malandragem vadiação
Alegria e camaradagem
Na roda do barracão

Seu nome será lembrado
Morreu não está mais aqui
Nas pinturas de Caribé
Nas fotos do Fatumbi


SAGA DE LUANDA        SAGA DE LUANDA.pdf
Autor: Pato -Polônia

É Luanda ioiô
É Luanda iaiá
É Luanda que tem
As histórias pra contar


Vou cruzar o oceano
Saindo no rio Kwanza
História da capoeira
Começou lá em Luanda

Vou contar pra vocês
De um povo guerreiro
Vou contar do N'golo
E também dos Bassuleiros

Em Angola foi Mandume
Que lutou até morrer
No Brasil rei Zumbi
O seu povo defendeu

Tudo que aconteceu
Na feira do Roque Santeiro
Imagino passando
Pelo Mercado Modelo

O velho imbondeiro
Floreceu no Brasil
E a saga da capoeira
Continue assim


SEM DENDÊ NÃO VOU JOGAR        SEM DENDE NAO VOU JOGAR.pdf        
Autor: Cebolão -RJ

Sem dendê não vou jogar
Sem dendê não vou jogar


Lá no cais da Bahia
Vi Mestre Bimba jogar
Na praia de Amaralina
Eu encontrei Seu Waldemar

Bota dendê nessa roda
Eu lembro com emoção
Da capoeira de angola
E Waldemar da Paixão

Bimba foi rei da Bahia
Valente com seu berimbau
De corpo e alma se entregou
E se tornou imortal


SOU ABADÁ-CAPOEIRA        SOU ABADA CAPOEIRA.pdf
Autor: Cafeína -RJ

Sou Abadá capoeira
Sou capoeira Abadá
Sou Abadá capoeira
Onde o berimbau tocar


Nasci para desenvolver
capoeira pelo mundo
Mostrando que o Mestre Bimba
Antes já previa tudo

Nesse mundo tão pequeno
Onde toca o berimbau
Vou jogando capoeira
De Angola e Regional

Viajando pelo mundo
Onde o berimbau me levar
Eu sempre me sinto em casa
Onde tiver Abadá

Se quiser saber meu nome
Nem precisa perguntar
O meu nome é capoeira
Capoeira Abadá

A maior parte do mundo
Que dedicou a sua vida
Hoje a Abadá cresceu
Graças ao Mestre Camisa


SOU MANDINGUEIRO        SOU MANDINGUEIRO.pdf
Autor: Charm

Eu sou mandingueiro ioiô
Eu sou mandingueiro iaiá


Eu sou capoeira ioiô
Eu toco berimbau iaiá

Eu faço melodia ioiô
Eu gosto de cantar iaiá

Berimbau está chamando ioiô
Eu já vou jogar iaiá

Mestre Bimba mandinga ioiô
Pastinha mandingava iaiá

Eu dou a volta ao mundo ioiô
Eu dou a volta ao mundo iaiá


TOCA O BERIMBAU VIOLA        TOCA O BERIMBAU VIOLA.pdf
Autor: Pretinho (RJ)

Ioiô, toca o berimbau viola
Iaiá, que eu viajo pra Angola


Eu viajo pra Angola
Antes vou pro cativeiro
Pra saber do sofrimento
Que teve no navio negreiro

Quando eu saio de Luanda
Vou passar na Catumbela
Vai andando por Lobito
Para conhecer Benguela

No mercado de escravos
De Benguela faz chorar
Em pensar que muitos negros
Eram vendidos por lá

Pra conhecer nossas raízes
Saber mais de nossa história
Com berimbau tocando
Tem que conhecer Angola


TRISTEZA DE AIDÊ          TRISTEZA DE AIDE.pdf
Autor: Caxias -SP

Aidê, Salomão mandou chamar
Salomão mandou chamar
Você, Aidê


Salomão está no cais
Por ordem do seu general
Ele que sempre foi de luta
Vai para batalha liberal

Torpedeira Piauí
Vai partir para o Ceará
tristeza de Aidê
E não saber se ele voltará

Lá no céu vai quem merece
Assim diz a ladainha
Não se preocupe Aidê
Você não vai ficar sozinha

Maria do Camboatá
Vai vir cuidar de você
É que eu tenho que lutar
Na batalha de Camungerê


VENTO NO CANAVIAL        VENTO NO CANAVIAL.pdf
Autor: Caxias -SP

Vento que balança a cana no canavial
Vento que balança a cana no canavial


Na varanda da casa-grande
coronel descansava na rede
O escravo no canavial
morria de fome e de sede

Na capela da fazenda
sinha moça a se-confesar
Coberta com manto de renda
ajoelhada no altar

Sinhorinho no terreiro
maltratava o erê
A mucama na cozinha
lamentava por nada fazer

Capataz atordoado
a noite galopou em desespero
Uma família de escravos
havia fugido do cativeiro


VIOLA DE WALDEMAR        VIOLA DE WALDEMAR.pdf
Autores: Esquilo, Bobô

É, lê,lê,lê,lê,lê!
É, lê,lê,lê,lê,lê!
Lê, lê, lê, lê, lê, lê!
Lê, lê, lê, lê, lê, lê!


Eu fui na Bahia pra tocar
Berimbau de mestre Valdemar


Minha viola
Que eu não canso de tocar
Quando bate uma saudade
de mestre Waldemar

Cada toque um lamento
Parecia solidão
Waldemar levando a vida
Como um simples artesão

E hoje eu digo a vocês
E recordo a todos nos
Que quem tem um berimbau
De Waldemar é o Boa Voz

So restaram as histórias
Que o tempo não apaga mais
Cantando na Liberdade
E também na Pero Vaz


VOLTAVA NO TEMPO        VOLTAVA NO TEMPO.pdf
Autor: Esquilo -DF

Se eu pudesse eu voltava no tempo iaiá
Se eu pudesse eu voltava no tempo ioiô
Se eu pudesse eu voltava no tempo iaiá
Eu voltava no tempo ioiô
Eu voltava no tempo iaiá


Voltava pra ver Mestre Bimba jogar
Voltava pra ver seu Pastinha também
Voltava pra ver seu Traira
Voltava pra ver Valdemar
Voltava pra ver Besouro Manganga

Voltava pra ver Atenilo e Rozendo
Voltava pra ouvir cantar Mugungê
Voltava pra ver Caiçara
Maré e também Parana
Voltava pra ver Onça Preta e Aberrê

Voltava pra ver a luta do batuque
Voltava pra ver brilho da navalha
Na Bahia ver Mestre Noronha
No Recife Nascimento Grande
No Rio ver Manduca da Praia

Se eu pudesse eu voltava no tempo sinhá
So pra ver como tudo aconteceu
Se eu pudesse eu voltava no tempo
Voltava no engenho e senzala
Pra ver como a capoeira nasceu 


VOU NO BALANÇO DAS ONDAS        VOU NO BALANCO DAS ONDAS.pdf
Autor: Perninha -RJ

Vou no balanço das ondas
Vou no balanço do mar
Eu vouvou no balanço do mar


Eu vou jogando capoeira
Seguindo o meu ideal
Vou na energia da roda
No balanço do berimbau

Ouvindo as histórias do mestre
Imaginando onde posso chegar
Dou asas ao meu pensamento
Sou livre pra voar

O vento que sopra na praia
Na areia balança o coqueiro
E o toque do gunga na roda
Balança o jogador primeiro

Aprendo com o mestre jogando
Com artista pintando uma tela
Se hoje no mar sou jangada
Amanhã caravela
 

 


VOU PRA ILHA DE MARÉ        VOU PRA ILHA DE MARE.pdf
Autor: Tucano Preto -SP

Eu vou, eu vou, eu já vou
Vou pra Ilha de Maré

Eu vou, mas eu já vou
Pra jogar a capoeira
Eu vou, mas eu já vou
Eu já vou
Eu vou pela praça da Sé
Na terra do Seu Totonho
Eu vou, eu vou, eu já vou
Vou ver moça bonita
Vou pegar o treinamente
Vou passar pro tubarão
Eu vou, eu vou, eu já vou
Vou lá no São Tomé
Pela praça da Sé
Eu vou, eu vou, eu já vou
Eu vou cantar lá na Ribeira
Eu vou ver Paulo dos Anjos
Lá tem moça bonita
Vou jogar minha capoeira
Eu vou dar salto mortal


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